terça-feira, 1 de abril de 2014

Salão do Livro tem programação diversificada e gratuita

Entre os dias 24 e 30 de março, a praça Joca Neves será local de lançamentos de obras literárias, debates, palestras, encontros, apresentações teatrais e contação de histórias.

 

O Salão do Livro da Serra Catarinense tem uma programação diversificada e inteiramente gratuita, privilegiando estudantes, professores, leitores da cidade e região. Entre os dias 24 e 30 de março, a praça Joca Neves será local de lançamentos de livros, debates, palestras, encontros, apresentações teatrais e contação de histórias. Homenagens também integram a programação. A Fundação Cultural de Lages espera atender um público de 12 mil a 15mil pessoas para as apresentações. Cristóvão Tezza e Humberto Gessinger farão participações especiais.

























Professora Ana Paula Vieira ministra Arte provocando a criatividade em seus alunos! Frida kahlo

Experimentando - A interferência em uma imagem


Nas diversas linguagens da Arte, as apropriações estão presentes. Abaixo estão imagens criadas a partir de uma outra imagem tirada da internet da artista FRIDA KALHO, fazendo interferências, usando: colagem, pintura e criatividade.


















Frida Kahlo - Professora Ana Paula Vieira de Artes, trabalha de forma diferenciada onde a família interpreta a personagem. Fantástico!

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon foi uma das personagens mais marcantes da história do México. Patriota declarada, comunista e revolucionária Frida Kahlo, como ficou conhecida, teve uma vida de superações e sofrimentos que refletidos em sua obra a tornaram uma das maiores pintoras do século.
Nascida em 6 de julho de 1907 em Coyoacan, México, filha do famoso fotógrafo judeu-alemão Guillermo Kahlo e de Matilde Calderon y Gonzales, mestiça, Frida sempre foi apaixonada pela cultura de seu país e adorava tudo que remetesse às tradições mexicanas. Fato que ela sempre fazia questão de demonstrar em sua maneira de se vestir e em seu trabalho ao incluir elementos da cultura popular.













quinta-feira, 27 de março de 2014

Professora Patricia Godinho Battistella trabalha com seus alunos sobre o Tempo...


O TEMPO NA HISTÓRIA

Sempre que um Historiador ou qualquer pessoa investigam um fato histórico, devem procurar situá-lo no tempo, isto é identificar quando esse fato ocorreu.
O tempo e a História são elementos que estão profundamente relacionados, ele é um elemento que auxilia na compreensão das histórias vividas pelas sociedades que já existiram ou existem no mundo.
Nos estudos de história são utilizadas diferentes MEDIDAS DE TEMPO para situar os acontecimentos: Dia, mês , ano, século, milênio.
O homem desde tempos atrás já percebiam a passagem do tempo ( mundança do dia para a noite, estações). Eles criaram INTRUMENTOS DE MEDIÇÃO DO TEMPO: calendário, relógio mecânico, relógio do sol. ampulheta, clepsidra.

" CAUSO " CONTESTADO - Professora Patricia Godinho Battistella


 Professora caracteriza-se para contar o " CAUSO " Contestado

A Guerra do Contestado
foi um conflito armado que ocorreu na região Sul do Brasil, entre outubro de 1912 e agosto de 1916. O conflito envolveu cerca de 20 mil camponeses que enfrentaram forças militares dos poderes federal e estadual. Ganhou o nome de Guerra do Contestado, pois os conflitos ocorrem numa área de disputa territorial entre os estados do Parará e Santa Catarina.

Causas da Guerra
A estrada de ferro entre São Paulo e Rio Grande do Sul estava sendo construída por uma empresa norte-americana, com apoio dos coronéis (grandes proprietários rurais com força política) da região e do governo. Para a construção da estrada de ferro, milhares de família de camponeses perderam suas terras. Este fato, gerou muito desemprego entre os camponeses da região, que ficaram sem terras para trabalhar.

Outro motivo da revolta foi a compra de uma grande área da região por de um grupo de pessoas ligadas à empresa construtora da estrada de ferro. Esta propriedade foi adquirida para o estabelecimento de uma grande empresa madeireira, voltada para a exportação. Com isso, muitas famílias foram expulsas de suas terras.

O clima ficou mais tenso quando a estrada de ferro ficou pronta. Muitos trabalhadores que atuaram em sua construção tinham sido trazidos de diversas partes do Brasil e ficaram desempregados com o fim da obra. Eles permaneceram na região sem qualquer apoio por parte da empresa norte-americana ou do governo.

Participação do monge José Maria

Nesta época, as regiões mais pobres do Brasil eram terreno fértil para o aparecimento de lideranças religiosas de caráter messiânico. Na área do Contestado não foi diferente, pois, diante da crise e insatisfação popular, ganhou força a figura do beato José Maria. Este pregava a criação de um mundo novo, regido pelas leis de Deus, onde todos viveriam em paz, com prosperidade justiça e terras para trabalhar. José Maria conseguiu reunir milhares de seguidores, principalmente de camponeses sem terras.

Os conflitos

Os coronéis da região e os governos (federal e estadual) começaram a ficar preocupados com a liderança de José Maria e sua capacidade de atrair os camponeses. O governo passou a acusar o beato de ser um inimigo da República, que tinha como objetivo desestruturar o governo e a ordem da região. Com isso, policiais e soldados do exército foram enviados para o local, com o objetivo de desarticular o movimento.

Os soldados e policiais começaram a perseguir o beato e seus seguidores. Armados de espingardas de caça, facões e enxadas, os camponeses resistiram e enfrentaram as forças oficiais que estavam bem armadas. Nestes conflitos armados, entre 5 mil e 8 mil rebeldes, na maioria camponeses, morreram. As baixas do lado das tropas oficiais foram bem menores.

O fim da Guerra 

A guerra terminou somente em 1916, quando as tropas oficiais conseguiram prender Adeodato, que era um dos chefes do último reduto de rebeldes da revolta. Ele foi condenado a trinta anos de prisão.

Conclusão

A Guerra do Contestado mostra a forma com que os políticos e os governos tratavam as questões sociais no início da República. Os interesses financeiros de grandes empresas e proprietários rurais ficavam sempre acima das necessidades da população mais pobre. Não havia espaço para a tentativa de solucionar os conflitos com negociação. Quando havia organização daqueles que eram injustiçados, as forças oficiais, com apoio dos coronéis, combatiam os movimentos com repressão e força militar.